O Proenergia Summit 2025 reuniu líderes, especialistas e empresas que impulsionam o setor elétrico brasileiro. Entre os espaços mais comentados do evento estava o palco exclusivo da Eper Group, que trouxe discussões estratégicas, relevantes e totalmente alinhadas aos desafios atuais da transição energética no país.
Um dos destaques da programação da Eper foi a palestra dedicada ao tema curtailment, assunto que tem ganhado protagonismo na matriz renovável brasileira. O debate chamou atenção por traduzir, de forma clara e acessível, um fenômeno que já influencia diretamente a operação do sistema elétrico e será determinante para os próximos passos da expansão renovável.
Durante a apresentação, o curtailment foi explicado como a necessidade de reduzir a geração de usinas renováveis mesmo quando elas estão em plena capacidade de produção. Não se trata de falta de sol, vento ou falhas técnicas, mas sim de uma limitação momentânea do sistema em absorver toda a energia disponível, especialmente em horários de baixa demanda ou quando há excesso simultâneo de geração.
A discussão no palco Eper destacou que o Brasil vive uma situação peculiar: há abundância de energia limpa, mas ela nem sempre chega no horário em que o consumo exige. Enquanto a geração solar atinge seu pico no meio do dia, a demanda cresce no final da tarde, exatamente quando a produção cai abruptamente. Essa diferença entre energia disponível e potência necessária cria rampas de variação que pressionam o sistema e exigem rapidez da operação.
Outro ponto de destaque foi a diferença entre energia e potência, mostrando que o desafio atual não é gerar mais, mas garantir flexibilidade para entregar potência nos momentos críticos. Essa lacuna operacional explica, por exemplo, porque é possível ter curtailment ao meio-dia e, ao mesmo tempo, preços elevados no mercado de curto prazo no fim da tarde.
No palco Eper , também foram discutidas as principais soluções adotadas no mundo, com ênfase em sistemas de armazenamento em larga escala (como baterias BESS), usinas reversíveis e integração com datacenters, consumidores intensivos que podem operar de forma estratégica para consumir energia quando ela sobra e aliviar o sistema quando ela falta.
A palestra foi conduzida por Daniel Mamede, CEO da CPE Estudos e Projetos Elétricos, que trouxe uma leitura moderna e contextualizada sobre o tema. Sua contribuição reforçou o que a Eper buscou mostrar ao destacar o assunto no evento: o curtailment não é sinônimo de problema, mas sim de evolução. Ele aparece quando a geração renovável cresce mais rápido que a infraestrutura de transmissão, operação e armazenamento.
A participação da Eper no Proenergia 2025 evidenciou seu compromisso em promover discussões técnicas de alto nível e antecipar os desafios da próxima etapa da transição energética brasileira. O curtailment, que antes soava apenas como um termo técnico, saiu do palco Eper como um símbolo de maturidade do setor, e de tudo o que ainda precisamos desenvolver para transformar abundância renovável em estabilidade, inteligência e potência onde realmente importa.ilidade, eficiência e segurança energética.
